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O Brasil está entre os maiores consumidores de anorexígenos

O Brasil está entre os maiores consumidores de anorexígenos

Relatório da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes - Jife, divulgado no último dia 03, apontou que o Brasil está entre os maiores consumidores de anorexígenos

 

O relatório da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes - Jife, divulgado no último dia 03, apontou que no Brasil são ingeridas por dia 9,1 doses de anorexígenos (anfetaminas que controlam o apetite). O consumo no Brasil superou o de outros países como os Estados Unidos com 7,7 doses, Argentina com 6,7, Coréia do Sul e Cingapura, ambos com 6,4 doses diárias por grupo de mil habitantes. A Jife, responsável pelos dados é uma organização independente que auxilia as Nações Unidas na implementação das convenções para o controle do consumo de drogas no mundo.
 

O Professor Elisaldo Carlini, integrante da Junta e Diretor Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas - Cebrid, presente na divulgação do documento, explicou que os anorexígenos são muito utilizados por pessoas que buscam emagrecer e que o consumo da droga está sendo feito de maneira “irresponsável”. Pela Lei brasileira, remédios para emagrecer a base de anfetaminas só podem ser comercializados mediante receita médica. Para o Professor Carlini, os médicos e farmacêuticos devem ter cuidado ao receitar esse tipo de medicamento, pois, “a ingestão indiscriminada da substância pode produzir conseqüências negativas para a saúde, além da dependência”. Durante a divulgação dos dados do relatório, Elisaldo Carlini também cobrou de as autoridades brasileiras maior controle sobre esse medicamento.
 

O Secretário Nacional Antidrogas, também presente ao evento, disse que a reeducação da população e a fiscalização mais rigorosa são necessárias para erradicar o problema no Brasil. O Secretário afirmou que “o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa já estão cientes dos dados do relatório e as providências serão tomadas”. Paulo Roberto Yog de Miranda Uchôa afirma que para reverter essa situação deve haver maior integração entre os órgãos de redução de oferta e demanda.

Desenvolvimento Alternativo
 

De acordo com a Jife, a eficácia do controle do uso indevido de drogas e do narcotráfico se deve, em grande parte, ao desenvolvimento alternativo. Por exemplo, um plano para que os agricultores ligados à plantação ilegal de drogas abandonem esse meio de vida e cultivem outros produtos de forma legítima. Na Colômbia, as plantações ilegais de coca caíram mais da metade em quatro anos (passando de 163 mil para 80 mil hectares), entre 2000 e 2004, e no Peru ela foi de 115 mil para 44 mil hectares entre 1995 e 2003.
 

O Brasil tem contribuído com o desenvolvimento alternativo na América do Sul. Por meio de ações da Polícia Federal, que tem atuado no combate ao narcotráfico e no apoio à erradicação das plantações de maconha no Paraguai, país que exporta 90% da droga produzida.
 

Segundo o relatório, a América do Sul foi apontada como a principal rota de transporte de drogas para África, onde 34 milhões de habitantes fazem uso da cannabis (maconha).
 

Além das atividades da Polícia Federal, outras iniciativas do Brasil foram elogiadas como as desenvolvidas pela Senad junto a Comissão Interamericana para o Controle do abuso de Drogas da Organização dos Estados Americanos – CICAD/OEA. No ano de 2005 foi assinado um acordo com 23 universidades para redução da demanda de drogas, sendo que 19 estão localizadas na América Latina e quatro nos Estados Unidos.
 

Confira os principais pontos do relatório destacados nas apresentações realizadas pelo professor Elisaldo Carlini, integrante da Comunidade Internacional na Jife e pelo Sr. Giovanni Quaglia, representante do Escritório das Nações Unidas contra as Drogas e Crime para o Brasil e Cone Sul - UNODC:

 http://www.incb.org

 

Autor: OBID

Fonte: OBID