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Não experimenta!

           Foi sobejamente comentada a propaganda veiculada na mídia, de uma determinada bebida alcoólica. Quando nos aproximamos do final do ano, é comum ocorrer um “inventário moral” de nossas atitudes e, felizardo daquele que possuidor de um razoável senso crítico consegue contabilizar um bom saldo positivo. Pois na questão das drogas os bons resultados têm sido escassos, o saldo só tem sido negativo, com muitas perdas.

         E a droga que tem sido a grande vilã deste desastre nacional, sem sombra de dúvidas, é o álcool. A grande porta de entrada para as demais drogas.

O Estudo Multicêntrico de Morbidade Psiquiátrica em Áreas Urbanas Brasileiras (Brasília, São Paulo, Porto Alegre) publicado em 1992, mostrou o alcoolismo como o distúrbio mental de maior expressão para os porto-alegrenses, com 9% da população, chegando a 16% para o sexo masculino. A experimentação de drogas pelos estudantes de 1º e 2º graus da rede pública de Porto Alegre cresceu em 1 400% para a cocaína, 220% para a maconha e 112% para o tabaco, entre 1987 e 1997. E hoje, certamente, cresceu mais.

No ano passado, a UNESCO divulgou sua pesquisa com alunos da rede pública e privada de 14 capitais do Brasil, ratificando Porto Alegre como a capital em que mais se consome drogas. Trinta por cento das crianças de 10 a 12 anos, relataram fazer uso regular de cerveja.

          E, como se isso não bastasse, temos que assistir nossa casa ser invadida pelo convite, experimenta! O projeto americano Monitorando o Futuro nos informa que a experimentação de drogas entre seus adolescentes vem diminuindo na última década, sendo que no ano de 2001 para 2002 houve uma diminuição significativa no uso, e, na experimentação para álcool, tabaco, maconha e ecstasy, em vários estados. Óbviamente, após um forte trabalho preventivo de alguns anos.

É nosso dever relembrar os acidentes e mortes no trânsito, as brigas, as agressões, o abuso infantil, a violência doméstica. Todos têm o uso do álcool envolvido. Os gastos com tratamentos que, para muitos, não terá resultado algum. E sentir vergonha, sim, da falta de comprometimento dos governantes com essa questão milenar que corrói os alicerces  de qualquer sociedade.

E o comprometimento dos pais? O que têm feito? Hoje, não só os profissionais da saúde e educação mas até os operadores do direito, sentindo-se impotentes com os jovens infratores, invocam a parentalidade e, principalmente, a paternidade na busca do controle de uma situação que parece não ter freio. Todos precisam ser aliados. Os filhos dão trabalho, sim. E, para alguns pais, dão um grande trabalho. E é desde pequenininhos, ao verem os pais bebendo e desejarem provar a “espuminha” que devem ouvir não, não experimenta! Porque, se de um lado os pais devem ensinar que para tudo na vida há um momento e uma idade certa, por outro lado, estarão ensinando, que as leis existem não para serem infringidas, mas respeitadas, como exige a vida em sociedade. Criança não pode beber bebida alcoólica, não pode dirigir automóvel, não pode votar.

Assim, como criança e adolescente não podem ter liberdade total e sem controle porque estão de férias. Um grande número de nossos estudantes têm sua iniciação nas drogas, começando pelo álcool, na praia, como a mídia já tem divulgado. Os pais devem saber o que os professores já sabem há muito - lá também mora o perigo. Então, a melhor prevenção de drogas é estar perto, conversar, acompanhar, conhecer e, saber que jamais saberão de tudo.  E dizer e repetir, e repetir, não, não experimenta!